
Em final de vida, a quimioterapia pode não prolongar a vida e pode até encurtá-la;
A quimioterapia produz efeitos secundários adversos, precipitando hospitalizações e idas ao banco de urgência;
A quimioterapia para tumores sólidos metastizados, tais como os do pulmão, mama, cólon ou próstrata, raramente curam os doentes. Este tratamento visa melhorar a sobrevivência, aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida;
Os doentes tendem a aceitar os tratamentos de quimioterapia mesmo que a probabilidade de obter benefícios seja muito pequena;
Porque os doentes tendem a agarrar-se a pequenas esperanças, os oncologistas devem melhorar as suas capacidades para ajudarem os doentes a pensar claramente sobre a adequação da quimioterapia;
É necessário discutir claramente a qualidade e quantidade de vida de se realizar ou não tratamento com quimioterapia;
Devem existir benefícios claros no tratamento de quimioterapia para dada situação;
Os cuidados paliativos em conjunto com os cuidados oncológicos podem melhorar os resultados em termos de saúde.
Adaptado de Harrington, S. & Smith, T. (2008). The role of chemotherapy at the end of life: “when is enough, enough?”. JAMA, 299 (22), p. 2667-2678.
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